Terça-feira

Dicas para estimular a criatividade no trabalho

*por Patrícia Bispo para o RH.com.br


Quem nunca parou diante de uma proposta inovadora apresentada por alguma pessoa, seja no campo pessoal ou profissional? O que poucos sabem, no entanto, é que todo ser humano tem um potencial criativo guardado dentro de si e que muitas vezes precisa de um "empurrãozinho" para despertá-lo. Nas organizações, por exemplo, a criatividade está cada vez mais sendo valorizada. Afinal, são as pessoas que fazem a diferença para o negócio. Porém, para que os profissionais sintam-se estimulados a apresentarem o potencial criativo, eles precisam arriscar e não ter medo de errar. E isso só ocorre quando a empresa dá abertura para que seus profissionais apresentem ideias e sugestões inovadoras. Vale destacar que a área de Recursos Humanos é um dos grandes aliados da criatividade no meio corporativo. Contudo, é indiscutível a participação efetiva dos líderes, pois são os gestores que estão em contato direto com suas equipes. A seguir, deixo listada 10 sugestões para as organizações que veem na criatividade dos seus colaboradores uma grande oportunidade para assegurarem espaço em um mercado tão competitivo e em constante processo de mudanças.

1. A criatividade exige que o profissional esteja aberto à inovação. Para isso, a empresa precisa deixar claro que aceita mudanças que agregam valor ao negócio e aos próprios funcionários. Afinal, o meio organizacional vivencia mudanças em ritmos cada vez mais acelerados.

2. O estímulo à implementação de novas ideias faz com que as pessoas sintam-se motivadas a apresentarem sugestões. O exemplo deve começar de cima, ou seja, os dirigentes, os líderes, devem dar o exemplo e serem os primeiros a oferecerem a inovação aos membros das suas equipes.

3. Se uma mente é capaz de criar, propor inovações que façam a diferença para o negócio, quando a organização incentiva a integração entre os funcionários e possibilita que as pessoas troquem experiências, busquem ajuda para realizar determinadas atividades, o resultado certamente pode surpreender. Não há mais espaço para o individualismo no meio organizacional.

4. Quem não errou é porque nunca tentou fazer algo. Através dos erros é possível encontrar o caminho certo rumo ao aprendizado. Se a primeira tentativa não alcançou os resultados esperados, o líder deve estimular sua equipe a não desistir, e nada melhor do que uma boa conversa. Assim, os profissionais poderão identificar o que não deveria ter sido feito e o que pode ser acrescentado a partir de uma nova tentativa.

5. Equipes criativas precisam de líderes que deem um norte para as ações que irão desenvolver. Descentralizar atividades pode ser um caminho para que as pessoas soltem a criatividade que, muitas vezes, está presa reprimida em cada profissional.

6. Uma organização que valoriza a criatividade possui canais de comunicação acessíveis. Quando um profissional toma conhecimento que uma determinada ação surgiu a partir da iniciativa de um colega da empresa, ele se sentirá motivado a inovar, a arriscar. Assim, haverá a constatação de que a companhia dá abertura para a inovação.

7. Os gestores devem ouvir a opinião dos liderados. Se um deles chega e pede para apresentar a solução para um determinado problema, por exemplo, o funcionário merece atenção e ser ouvido.

8. Ao ouvir a proposta de um profissional, se a alternativa apresentada não for viável, a liderança precisa saber dar feedback ao colaborador. Caso contrário, o funcionário perderá o estímulo para acrescentar diferenciais à empresa.

9. O reconhecimento da criatividade motiva as pessoas a saírem da zona de conforto. Se a empresa valoriza o comprometimento do colaborador, certamente ele não ficará parado no tempo e no espaço, mas sim buscará alternativas que se tornem um diferencial tanto para o negócio quanto para o seu autodesenvolvimento.

10. Treinamentos e atividades diferenciadas que estejam focados na lógica do negócio sempre são ótimas alternativas para estimular a criatividade dos profissionais.

Segunda-feira

Você sabe delegar?

*por Carlos Hilsdorf para o RH.com.br


Nenhum administrador, diretor, gerente ou supervisor é uma ilha. O sucesso de toda e qualquer liderança reside no aproveitamento de times e equipes compostos por pessoas diferentes, trabalhando com um conjunto de objetivos e metas compartilhadas.

Nenhuma empresa será suficientemente rápida se seus colaboradores tenderem a centralizar e a fazer tudo por si mesmo.

A ''não delegação'' é uma âncora muito pesada para toda e qualquer empresa, uma ''âncora'' que frequentemente termina afundando a embarcação. Delegar não é apenas eleger alguém a quem você passará determinada tarefa ou missão. Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém. Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas.

Ao delegar precisamos fornecer às pessoas:
1. Uma direção, um norte: para que saibam para onde ir.
2. A autoridade, o aval: para que tenham o poder de prosseguir.
3. Os meios e as condições necessárias: para que possam concluir o que lhes foi solicitado.

Uma das características mais importantes na avaliação da alta performance para cargos de decisão e liderança consiste justamente em verificar se o profissional em questão consegue fazer as coisas acontecerem através do trabalho de outras pessoas!

A incapacidade de delegar é um atalho para ser desligado de qualquer participação relevante dentro de uma empresa. Se você não delega ações importantes para seus colaboradores está incorrendo em graves erros:

a) Perdendo a oportunidade de testar o desempenho deles, não sabendo com quem contar diante dos maiores desafios.
b) Acostumando seus colaboradores a viverem dentro de uma zona de conforto. Qualquer solicitação adicional sua passa a ser percebida como ''excesso'' ou ''abuso'' e recebida com insatisfação.
c) Minando suas possibilidades de promoção, porque não delegando, você não prepara alguém para substituí-lo e decreta sua permanência no mesmo cargo, na mesma função, frequentemente no mesmo patamar de remuneração (a competência da delegação está diretamente relacionada com o nível de remuneração dos profissionais no mundo corporativo. Quem delega melhor, ganha melhor).

Não aprender a delegar é jogar contra si mesmo. Não delegar bem é sabotar a própria carreira! Delegue com excelência, agilize resultados e cresça em sua carreira.


Para delegar melhor:

1. Compreenda o seu verdadeiro papel na empresa ou organização. Por exemplo, se você é um empresário deve dedicar-se à estratégia e à construção do futuro e não a outras atividades rotineiras e tarefeiras que pode e deve delegar.

2. Dedique-se a fazer aquilo que é realmente de sua competência e que não pode ou não deve ser realizado por outro profissional.

3. Aplique o melhor de sua expertise na área da sua expertise.

4. Entenda que quando você delega, você está aguardando pelos resultados! Os caminhos utilizados por outros profissionais para obtê-los não necessariamente serão semelhantes aos seus. Desde que sejam éticos, caminhos diferentes são bem-vindos se alcançam os resultados desejados.

5. Delegar implica colaboração, acompanhamento e feedback. Quando você delega, a ação está só começando, não terminando.

6. Escolha a pessoa certa para a tarefa certa. Muitas pessoas com tendência centralizadora desistem de delegar porque em tentativas anteriores escolheram a pessoa errada para a tarefa e obtiveram frustração com a tentativa. Como tudo na vida, se você delegar mal, vai dar errado!

7. Quando você não tem o hábito de delegar, comece aos poucos. Delegue primeiro pequenas tarefas, conheça a performance das pessoas a quem você está delegando e vá subindo o grau de responsabilidade das tarefas delegadas até ficar somente com aquilo que deve caber essencialmente à sua competência!

8. Assim como você, as pessoas não acertam sempre. Lembre-se disso! Aproveite os erros e enganos para treinar as pessoas para desempenhar melhor suas atribuições.

9. Reconheça sempre que alguém fizer um bom trabalho, especialmente quando suas expectativas forem superadas e o resultado for, até mesmo, superior ao que você teria obtido na realização da tarefa. Se você estiver cercado pela equipe correta isso deve ocorrer com certa frequência.

10. Aprenda com as pessoas a delegar melhor, quando elas falham, além de dizerem algo sobre si mesmas elas estão dizendo muito sobre a liderança que delegou a tarefa.

Sexta-feira

Como SER a diferença?

*por Madalena Carvalho


Hoje nós vivemos em um mundo de iguais. A grande maioria tem um curso universitário, uma pós, um MBA, fala mais de uma língua etc. Então, como ser a diferença dentro de uma organização?
Vamos pensar em algumas coisas:

1. Seja inteligente. A organização contrata iteligências! É isso mesmo, quando você é admitido, o que conta mesmo é a sua capacidade de fazer bom uso das suas inteligências. As empresas não desejam apenas profissionais de bom nível educacional, mas que possuam um conjunto especial de comportamentos que os façam diferentes no meio da multidão. E a somatória destas inteligências é que vai dar a esta oganização a vantagem competitiva.

2. Pense. Contribuir com a organização para alcançar cada vez mais vantagem competitiva, significa colocar a mente para funcionar. As escolas, as empresas, a sociedade em geral não ensinam as pessoas a pensarem, a usar sua capacidade mental. Então, saia agora da zona de conforto. Pense fora do quadrado, por mais que isso possa parecer um jargão. Exercite seu pensamento crítico, questione, confronte ideias. Faça acontecer.

3. Não seja estúpido. E cuidado, mas muito cuidado mesmo com a Estupidez Coletiva. Examine seus comportamentos, sua tomada de decisão; gerencie os custos invisíveis que são absolutamente danosos para qualquer empresa e sobre isso pense: Que custo você está gerando? Consigo capitalizar o verdadeiro potencial e poder intelectual que tenho em mãos?

4. Adquira Conhecimento. As inteligências precisam de Conhecimento! Fique ligado 24 horas. Como? Leia, ensine, aprenda. Conhecimento não é banco de escola, nem diploma na mão. Adquirir conhecimento é aquela sede gostosa ao descobrir coisas novas o tempo todo.

5. Descubra sua voz interior. Qual é a sua missão de vida? Para ser diferente você precisa estar na sua trajetória. Precisa saber para onde está indo e o onde quer chegar. Tente agora, escreva - qual é sua missão? A razão pela qual você levanta todos os dias com prazer.

6. Potencialize suas competências. Seja proativo. Não espere tanto dos outros, comece a mudança por você. Então, contribua além do esperado. Por que não servir água gelada no deserto? Vejo muitas pessoas cobrando das organizações ações voltadas para o seu próprio desenvolvimento. Quando pergunto - E você? O que tem feito por você mesmo? Em geral, o silêncio é a resposta. Não se contente com o seu diploma. Faça mais por você mesmo.

7. Tenha paixão. Apaixonar-se pelo que você faz lhe dá condições de fazer tudo cada vez melhor. A paixão está inteiramente ligada ao interesse. Não foi assim que você agiu quando se apaixonou por alguém? Então, tenha interesse pelo seu trabalho, conheça sua organização, seus processos, políticas etc. Mostre que você conhece bem o que faz.

8. Tenha foco. Escolhida a trajetória limpe o caminho. Elimine barreiras, principalmente as comportamentais, esteja preparado a cada dia. É como está escrito em A Arte da Guerra - se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas. Ou seja, se você conhece seus recursos, capacidades e valores, não precisa temer.

9. Escolha bem. Alguém disse que somos livres para escolher e prisioneiro das consequencias, então, escolha a partir das suas convicções. Ouça seu coração sem desligar-se da sua razão. É o caminho do meio.

10. Aprenda a planejar. Sem planejamento não há plano que dê certo. Nada pode ser mais dispendioso que a falta de planejamento. Não faça "planejação". Invista tempo neste quesito.

11. Seja humano. Seja um ser humano cada vez melhor, busque a evolução - cuidado com a involução humana. Educação, cortesia, gentileza, tom de voz adequado, serenidade, respeito e outros comportamentos sempre farão a diferença.

12. Ame. E finalmente AME, porque qualquer ação nossa sem amor não faz sentido.

Quarta-feira

Ingredientes para o Sucesso

10 tópicos essenciais para o êxito nas corporações
*por Tom Coelho



“Futuro é o período de tempo em que nossos negócios prosperam,
nossos amigos são verdadeiros e nossa felicidade está garantida.”
(Ambrose Bierce)



1. Propósito definido. Toda organização deve ser capaz de responder à seguinte questão: Qual é o seu negócio? Empresas de cosméticos vendem beleza, a expectativa das mulheres de se tornarem mais belas e atraentes. Companhias de transporte aéreo vendem economia de tempo, a promessa de fazer o usuário chegar mais rapidamente ao seu destino. Indústrias de freios e pneus vendem segurança. O que vende a empresa na qual você trabalha?

2. Valores e visão compartilhados. Os valores praticados (e não os meramente declarados) por uma empresa expressam seu DNA e sua personalidade. Definem o perfil de quem pode e deve vestir a camisa da corporação. E a visão, quando comungada pelos colaboradores, indica a trajetória a ser seguida. Os valores determinam o ponto de partida, e a visão, a estação de chegada.

3. Foco no cliente e na rentabilidade do negócio. O cliente é, há tempos, o fiel da balança. Do alto de sua subjetividade e infidelidade, sentencia quem capitula ou permanece no mercado, simplesmente decidindo onde e como gastar seus recursos. Mas que não se perca de vista a obrigatoriedade de a empresa ser lucrativa, e mais ainda, rentável. Este é o único caminho para a perenidade.

4. Metas factíveis, planejamento e monitoramento sistemáticos. Administrar uma empresa não é fruto do acaso. É um processo que demanda a determinação de metas específicas, quantificadas, ousadas e possíveis de serem alcançadas, traçadas dentro de um planejamento estratégico e continuamente monitoradas.

5. Produtos, serviços e atendimento excepcionais. Produtos e serviços (e todo produto é um serviço em última instância) estão comoditizados, cada vez mais similares em forma, conteúdo, design e funcionalidade. Mas há um grande diferencial competitivo: a qualidade do atendimento. Este é o único fator possível de fidelização de clientes. E o primeiro a impor uma fronteira entre preço e valor.

6. Equipe extraordinária e clima organizacional estimulante. Se a vantagem comparativa advém de um atendimento primoroso, este só pode ser proporcionado por pessoas. O segredo está em contratar, capacitar, educar, desenvolver e aprimorar pessoas comprometidas, responsáveis e leais, além de íntegras e éticas, ou seja, de bom caráter. E propiciar um ambiente de trabalho auspicioso, aliando os interesses individuais aos corporativos, além de promover a diversidade.

7. Marketing na veia. O marketing não pode ser entendido como responsabilidade de um departamento da empresa. Marketing é tudo o que fazemos e deixamos de fazer. Ou, como diria Peter Drucker, ele é o próprio negócio. Deve-se cuidar da comunicação corporativa (no seio da empresa), mercadológica (para fora da empresa) e institucional (perante a comunidade). O objetivo deve ser a construção de uma marca sólida capaz de gerar um vínculo cognitivo e emocional com o consumidor.

8. Finanças sob controle. Nenhuma organização progride com má administração financeira. Vendas deficitárias, crédito irresponsável, cobrança inepta, investimentos perdulários e endividamento galopante conduzem gradualmente qualquer empresa à bancarrota. É preciso austeridade na gestão do caixa, combate aos desperdícios e atenção com os custos, que crescem como unhas: insistentemente.

9. Responsabilidade social e sustentabilidade. Toda empresa tem uma função social que principia com a geração de emprego e renda e se amplia ao suprir as deficiências do Estado no que tange à saúde, educação, transporte e segurança. Associado a isso, surge a questão da sustentabilidade, mais do que um modismo, uma tendência, ainda que incipiente como princípio valorativo. Num futuro próximo, a percepção do consumidor da preocupação legítima das empresas com o meio ambiente balizará suas decisões de compra.

10. Inovação e capacidade de se reinventar. Ao seguir um mesmo receituário, ainda não se garante uma posição de destaque e diferenciação. O desafio é evoluir sempre. Antever e traçar cenários. Criar novas maneiras de gerir o negócio e as pessoas. O mais difícil não é atingir o topo, pois toda liderança é transitória e situacional. Difícil é permanecer lá em cima.


Estes são ingredientes essenciais para o sucesso empresarial. Já a receita, cada um faz a sua, mediante a combinação inclusive de outros temperos. Mas vale salientar que a prosperidade deve contemplar uma melhor qualidade de vida. Este é um objetivo final nobre e que vale a pena ser perseguido.


O efeito Vanderlei Cordeiro nas equipes de propagandistas

* por Cássio F. Rossetti

Analistas esportivos que trabalham desenvolvendo a performance de atletas em todo o mundo foram unânimes em definir como "essencial" para que o atleta italiano Stefano Baldini conseguisse ganhar a medalha de ouro na prova da maratona a visualização de Vanderlei Cordeiro de Lima, após o mesmo ter sido "agarrado" por um ativista desequilibrado quando estava em 1º. Lugar e fora do alcance visual do italiano.

Tendo Vanderlei Cordeiro em seu campo visual foi possível a Baldini modular seu ritmo pois sabia quanto poderia acelerar para ter que ultrapassar o primeiro colocado e ainda ter fôlego para chegar ao final da corrida.

Esse efeito aqui chamado de "efeito Vanderlei Cordeiro" pode e já vem sendo utlizado para o aumento da efetividade dos propagandistas em campo. Cada vez mais os objetivos e metas são expostos bem como os resultados parciais, através das diversas auditorias, que chegam ao propagandista com detalhes de cada setor.

Essa transparência permite que cada propagandista e cada gerente distrital consiga determinar com precisão se o ritmo atual do trabalho e a forma como este vem sendo realizado esta adequado ou necessita de ajustes : se é preciso alterar o planejamento realizado, se é preciso alterar as táticas de abordagem ou mesmo o posicionamento pela gerência de produto, enfim se é preciso acelerar mais o ritmo da equipe bem como de cada representante ou se o ritmo atual poderá ser mantido.

Assim quando as informações sobre os resultados esperados e principalmente quanto aos resultados conseguidos não são disponibilizados sistematicamente perde-se a oportunidade de se explorar os benefícios do "efeito Vanderlei Cordeiro" e o ritmo da equipe bem como as interferências da gerência distrital ficam equalizadas por um ritmo padrão, meio "pasteurizado" sem as "costumizações" setoriais que fazem a diferença.

Diferença essa que possibilita às equipes de alta performance transformarem-se em campeãs.